Crítica 2.0
Março 15, 2008

O poder da crítica, não raro, é relativizado pelos artístas e a indústria do entretenimento. Alguns a tratam com desdém, outros oferecem argumentos mais elaborados. Como o cineasta Fernando Meirelles, diretor de “Cidade de Deus” e “O Jardineiro Fiel”, que certa vez comentou que o crítico analisa a obra que ele gostaria de ver, e não a criação em si.
Mesmo questionável, essa relação de amor e ódio ganhou uma escala diferente nos tempos atuais. Graças à internet, essa atividade que um pensador francês definiu como a arte de amar ganhou maior ressonância. Se antes uma avaliação ruim poderia ser suplantada por citações de trechos positivos de outras análises (o que pode ser visto nos cartazes dos filmes), agora uma obra pode ser vista como está sendo analisada como um todo.
Há sites que catalogam as resenhas mais relevantes e fazem uma média geral de como a crítica o avaliou. O site Metacritic é o maior deles. Traz dados sobre filmes, programas de tv, jogos eletrônicos, música e livros. Basta digitar o nome da obra que ele fornece a nota média obtida. Em inglês.
Há também os que atuam em nichos. Como Critical Metrics, especializado em música. Tem o diferencial de você ter acesso ao material analisado, pois o serviço traz dados do YouTube, do Yahoo!Music e do Rhapsody.
A foto é do Flickr de Jon Jordan.
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