O pulso ainda pulsa

Março 26, 2008

Sempre considerei a dicotomia entre velha e nova mídia falha, assim como a distinção entre on e off line. Um meio de comunicação antigo pode ser revisitado, reinventado até. Por outro lado, uma nova tendência de comunicação pode não vingar, ser abandonada sem que aja uma ampla utilização dela. Ademais, hoje os meios apontam para uma simbiose entre eles. Cada vez mais a convergência se mostra verdadeira.

E a velha mídia, tão massacrada sobre sua pouca aptidão aos novos tempos, mostra-se viva. Sempre acreditei em uma premissa simples: o que conta é a reputação. E, se uma empresa goza de prestígio em outras áreas de comunicação, ele poderia transferir seu quinhão de credibilidade também para projetos on-line.

Ainda mais com a ampliação do público com um todo que usa a grande rede, em especial dos mais velhos. Eles procurarão informações nos veículos que já confiam. Ou seja, os espaços virtuais de empresas tradicionais podem sair ganhando.

Além disso, as empresas de comunicação, por mais que enfrentem problemas operacionais e financeiros, são projetos estruturados há mais tempo. Podem estar em crise, mas conseguem lidar com eles com mais facilidade que um novo projeto de comunicação on-line. Esses podem ser até boas idéias, mas são lançados sem business plan consistentes, dependendo de capital de risco. Para piorar, o meio on-line ainda não apresenta muitos projetos lucrativos, não há modelos consolidados a serem seguidos.

Há os links patrocinados, por exemplo, mas não existem muitos modelos lucrativos que servem como referência. Um passo-a-passo de como se obter resultados satisfatórios on-line. Os sites de relacionamento, por exemplo, são campeões de audiência mas não de lucro. Orkut e Facebook ainda procuram uma forma de capitalizar em cima de suas ferramentas. O MySpace lucra com uma parceria de links patrocinados com o Google, mas que não é muito interessante para a maior empresa da internet.

A grande rede, em suma, ainda é um laboratório de idéias. De toda forma, é sempre complicado traçar prognósticos de longo prazo nos tempos atuais, já que hoje mirar o longínquo é olhar para perto. O celular, antes apontado como algo que seria destinado apenas ao público mais abastado, agora é visto como uma ferramenta de inclusão digital.

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1 Comment Add your own

  • 1. Um novo mundo velho &laqu&hellip  |  Março 27, 2008 at 10:24 am

    [...] no mundo da tecnologia nesse período. E, quem sabe, tatear o que pode vir por aí. Mas, como disse antes, “é sempre complicado traçar prognósticos de longo prazo nos tempos atuais, já que hoje [...]

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