
O Jornal Nacional começou a exibir ontem uma série de reportagens sobre o crescimento do uso do computador e da internet. Tirando alguns sites, como Orkut, ou serviços como e-mail, a maioria das grandes audiências da rede por aqui decorrem da utilização de heavy users de internet ou obtiveram destaque atendendo nichos específicos.
Há pessoas que utilizam RSS, lêem muitos blogs, mantêm contas no Flickr e no Twitter, e outras que estão bem alheias a isso tudo.
O debate sobre o tema é amplo e requer mais espaço que um post, mas acredito que a verdadeira revolução do meio acontecerá quando for mais disseminado para o público como um todo. Algo ainda um pouco distante num país em que, não raro, você vai num caixa rápido e alguém lhe pede auxílio para utilizar o serviço de auto-atendimento. Sem falar em problemas crônicos, como a educação precária.
Mas já há iniciativas promissoras. O sucesso de produtos como Iphone e Nintendo Wii mostram a necessidade de tornar mais fácil o uso das tecnologias.
Ademais, a informática cada vez mais passa a servir de suporte para outros segmentos. Aliás, esse é um dos desafios atuais, derrubar barreiras entre a tecnologia e outras áreas de conhecimento. Na saúde, já se vê grandes avanços.
Gilberto Dimenstein (acesso exclusivo para assinantes da Folha de S. Paulo ou do UOL) dá um bom exemplo na área de conhecimento. Um software livre, desenvolvido por estudantes de pós-graduação da Fundação Vanzolini, ligada à Escola Politécnica, da USP, permite a identificação, em cada bairro de São Paulo, das oportunidades de aprendizado. Dimenstein o caracteriza como “uma espécie de GPS educativo”.
O objetivo é localizar os cursos profissionalizantes de instituições como o Senai, o Senac e o Centro Paula Souza. Também identifica filmes, peças teatrais, palestras, exposições, clínicas de saúde física e mental. O foco são as atividades gratuitas ou com preços populares.
Posts relacionados
Um novo mundo velho
O pulso ainda pulsa
Na imagem, Microsoft Surface, o computador em formato de mesa da MS.