Tudo pelo social

“Social” passou a representar o oposto do que significou durante séculos. Em vez de interação e comunicação real, atualmente definimos o termo como validação do ego através de cliques.
“Social” é o que acontece quando alguém posta uma informação pessoal -fotos, pensamentos, músicas favoritas, piadas- na internet e outra pessoa demonstra sua aprovação com o ícone de um polegar para cima, uma estrela ou coração. Se alguém é realmente “social”, vai escrever um comentário.
Os jovens não estão deixando as redes sociais. Eles estão redefinindo o termo. Passaram a adotá-lo com seu significado original: fazer contato com outros seres humanos. Comunicando. Através do diálogo imediato, vai-e-vem. A maior parte dessa interação ocorre digitalmente. Através de uma conversa em que duas (ou mais) pessoas estão trocando informações e experências. Sem publicá-las.

Texto analisa porque as redes sociais digitais mais populares, como Facebook, estão perdendo popularidade entre os mais jovens. Para eles, afora o renascimento do Twitter, aplicativos de celular são mais interessantes. Há também as delícias off line.

Amor, uma definição

[…] as pessoas são assim. Elas dizem que amam um monte de coisa, mas, na verdade, não amam. É apenas uma palavra que foi usada em demasia. Quando você coloca a sua vida na reta por alguém, isso é amor. Mas você só vai saber quando o momento chegar.

Bob Dylan, num dos vários bons momentos da monumental entrevista que ele deu para a Rolling Stone.

Você utilizaria a bicicleta como meio de transporte ?

Encontrei no Ciclista Capixaba, que foi citado em matéria da Folha. Hoje, dia mundial sem carro, o jornal fala sobre tendência dos cicloativistas de filmar infrações contra quem opta por pedalar no trânsito.

Como são registradas ocorrências na rua, a prática não é ilegal. Grande parte desses vídeos encontra abrigo na internet.

Ciclismo é um tema bastante presente nesse blog. Confira  outros posts sobre o assunto.

uma geração de analfabetos motores

A prática de exercícios resulta do desenvolvimento motor, processo que começa desde que a criança nasce. Ela precisa experimentar todas as possibilidades de movimento para desenvolver habilidades físicas. Hoje tem menos oportunidade de fazer isso. Estamos criando uma geração de analfabetos motores.

Luiz Roberto Rigolin, Doutor em educação física e autor do livro Desempenho Esportivo: Treinamento com Crianças e Adolescentes. Na Folha.

relações sem futuro

Há uma constatação que eu faço com frequência: não sei quem começou, se fomos nós ou se foram a literatura e o cinema, mas, em geral, no início das relações, a gente idealiza tanto o parceiro quanto o novo envolvimento afetivo ou sexual (as dificuldades da etapa seguinte ficam para a comédia, se não para a farsa). Consequência: o exórdio das relações aparece como um momento glorioso, cujo espírito se perderá, inelutavelmente, ao longo do tempo, consumido pela trivialidade do dia a dia e da convivência.
[…] Em outras palavras, a degradação das relações está num defeito de fábrica, numa pressa ou num descuido do encontro inicial, em que, paradoxalmente, falamos demais e não nos mostramos o suficiente.
[…] O momento do encontro é enganoso, por um viés de otimismo: valorizamos tanto o grande amor definitivo que acabamos enxergando sua miragem no horizonte, mesmo quando não há por quê.

Contardo Calligaris. Na Folha.

Viciado em internet?

E o que se tanto faz online? Os brasileiros sempre aparecem entre os campeões de uso das redes sociais.

Nem gosto tanto da analogia do vício pois coloca uma carga negativa em algo que, se bem usado, pode gerar ótimos frutos. Ademais, é uma visão limitada: mesmo uma pessoa que frequenta pouco a internet pode fazer isso com postura errada, castigando sua coluna. Ou seja, é importante ter uma visão ampla do assunto.

De toda forma, o uso excessivo resulta em costumes nocivos. Alguns deles, inclusive, se encontram: a evasão da privacidade instiga o olhar alheio. Dia desses a Folha abordou o cyberstalking.

Imagem via Tumblr.

Projeto Reconectar

Um dia offline. Essa é a proposta do projeto Reconnect. Em 2 de setembro, corte o sinal de suas traquitanas eletrônicas e se lance em atividades ao ar livre. A ideia da iniciativa é liberar a mente para produzir criativamente.

Não se trata de uma movimento anti-cibercultura. Você pode, por exemplo, tirar fotos. Só não deve publicá-las no Instagram. No dia seguinte, visite a página do projeto no Facebook e compartilhe sua experiência.

Lembra uma campanha da MTV e a propaganda Desconectar para conectar (vídeos abaixo). Entretanto, o Reconnect tem uma pegada mais focada na produção autoral, e não apenas no consumo de outras mídias ou na socialização.