O que revistas digitais podem aprender com editores de ebook?

The bells and whistles that magazine publishers are adding to digital magazines remind me of enhanced ebooks, which book publishers got very excited about a couple of years back. They hoped that by adding video and music to an ebook, they could charge more for it. Fast forward to 2013 and enhanced ebooks are widely considered a flop. So far, readers simply haven’t been interested in paying more for them. Book publishers have scaled efforts back and are no longer trying to charge higher prices for enhanced editions.

Do paidcontent.org. “É a economia, estúpido!”

Nobel de literatura 2012: Mo Yan

Mo Yan (pseudônimo de Guan Moye) levou o Nobel de literatura desse ano. O Guardian acompanhou o anúncio em tempo real. Bacana ver um evento literário receber esse tipo de cobertura (live blog). Geralmente, a mídia digital mira apenas lançamentos tecnológicos.

O espaço do Guardian segue recebendo atualizações. Já o site Book Seller optou por trazer um perfil sobre o escritor chinês.

Imagem via Tumblr

Gutenberg, o Geek

Para Jeff Jarvis, Johannes Gutenberg foi nosso primeiro nerd, o desbravador entre os empresários de tecnologia. Em sua nova obra, o autor do livro O Que a Google Faria? aborda a trajetória do inventor da prensa móvel numa perspectiva empreendedora. Se você possui o aparelho Kindle, pode ler Gutenberg the Geek gratuitamente.

Continuando essa conversa vintage: Como gerenciar seus avós novos-geek?  Esse texto, em inglês, aponta o caminho. Dica do Eduardo Fernandes, via Twitter.

Pirataria para vender

Acima, arte interna do DVD oficial do filme Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres (The Girl with the Dragon Tattoo, 2011).

Inusitada, a imagem, que emula um DVD gravado em casa, não é a primeira iniciativa do gênero. Há dez anos, a banda System of a Down lançou o disco Steal This Album! O provocativo título igualmente apontava a tônica visual do trabalho: toda a arte do disco, e não apenas a parte interna, adotava a “estética pirata”.

Steal This Album! trazia faixas que não entraram no álbum anterior, Toxicity. Boom!, um hino anti-gerra do Iraque, fez sucesso.

suportes que pautam nosso comportamento

O século 19 produziu um largo processo de letramento. Com a alfabetização e introdução no mundo literário nas zonas urbanas mais desenvolvidas, o romance se converte no instrumento de socialização por excelência e o mesmo acontece com o cinema. Penso que, neste momento, os videogames estariam prestes a assumir esse posto. Existem a internet e todas as novas tecnologias, mas, de todas, a mais capaz de incorporar a condição emocional e socializante da narrativa é o videogame.

Josep Català, teórico conhecido por seus estudos visuais. É autor do livro A Forma do Real.

Sexo sem vergonha

[…] não sei (ninguém sabe) disciplinar o desejo sexual; só posso […] tentar disciplinar a culpa e a vergonha que azucrinam sua vida e estragam seus prazeres.
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[…] a associação de sexo com vergonha e culpa é um bordão cultural muito antigo, no qual somos convidados a acreditar por todo tipo de poder. A exigência de domesticar o desejo sexual parece ser, aos olhos de todos, um pré-requisito básico de qualquer ordem social.
Além disso, há a eterna inveja dos reprimidos: como dizia Alfred Kinsey, em regra, os que consideramos doentes e maníacos sexuais são apenas os que praticam mais sexo do que a gente.

Contardo Calligaris, na Folha.

Esse cenário cada vez mais se diversifica. Tradicionalmente mais associado aos prazeres masculinos e distante dos holofones, as mulheres estão tornando o erotismo mainstream. Nos EUA, o ator pornô James Deen virou ídolo jovem. Depois de fazer sucesso na internet, o romance erótico Fifty shades of grey, descrito como “Crepúsculo para adultos” ou “pornô para mamães”, promete ser o próximo sucesso literário internacional. Na tv paga, o canal erótico Sexy Hot exibe sessões especiais que buscam atender também os anseios femininos. Na Quarta para Casais, o pornô surge romântico.

Essa nova abordagem igualmente chegou aos aplicativos. Geometric Porn (vídeo abaixo), do artista Luciano Foglia, é uma coleção de formas geométricas que lembram órgãos sexuais. O objetivo é estimular a intimidade, de forma não explícita. A Apple não embarcou na ideia e barrou o app.