Google Wave, colaboração online e agregador de mídias sociais

 

O Google apresentou ontem mais uma de suas invenções, o Google Wave. Com ele, é possível realizar atividades de forma colaborativa (conversar, trocar arquivos como fotos, documentos etc.) com outras pessoas e agregar conteúdo da mídia social (Facebook e Twitter, por exemplo).

O serviço, que tem cara de programa de conversa online (tipo MSN),  funciona com extensões que o usuário pode instalar de forma simples.

Agregar conteúdo é um dos temas mais recorrentes desse blog. Nos mesmos moldes, o Yahoo possui um software para iPhone/iPod Touch muito bom (Yahoo Mobile). Nele, você pode conferir vários e-mails (Gmail, Hotmail etc.), bem como acessar as atualizações dos seus contatos em diversos serviços da web 2.0. Mostra o que há de mais novo, independente do site de origem. Ou seja, é um grande mashup de redes sociais.  O novo reposiciomanto do Yahoo é justamente esse, colaborar com sites de relacionamento.

O MSN Messenger também investe na área, tornando-se mais uma rede social.

É esperar as novidades do Google, que geralmente oferece serviços descomplicados e eficientes.

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Podem os "smartphones" transformarem sociedades?

“Arvind Ganesan, diretor da ONG Human Rights Watch […] descreveu a liberdade de informação como parte da liberdade de expressão, mais ampla e mais conhecida. Depois, argumentou que é importante as companhias de tecnologia definirem princípios e os seguirem: ‘A grande pergunta para a Apple é: ‘Esta é uma abordagem caso a caso, ou existe uma política fundamental, equilibrando a liberdade de expressão e informação com as exigências dos governos?’.
É fácil ser envolvido pela utopia embutida nas novas tecnologias. Mesmo Ganesan demonstra uma esperança cautelosa. ‘As tecnologias não tornam as pessoas responsáveis. Elas dão às pessoas instrumentos para que sejam responsáveis. E a internet pode ter um efeito de abertura e transformação.’

Ensaio de Noam Cohen (exclusivo para assinantes do UOL/Folha de São Paulo) sobre as dificuldades de se usar plenamente os novos recursos tecnológicos.

Se há diversas formas para divulgar ideias (e-mail, twitter, blogs, fóruns, redes socias online etc.), também existem -em diversos países- inúmeros recursos para controlá-los.

Para ser lançado no Egito, o iPhone 3G teve de desativar o sistema de posicionamento do aparelho. Motivo alegado: GPS é uma prerrogativa do Governo.

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Mesmo durante crise, 92% dos jovens brasileiros sofreriam para largar a internet

“O que os adolescentes nunca abandonam é a relação entre eles. Internet e telefone celular ajudam essas relações a acontecer mais vezes e em diferentes níveis”

Ken Fujioka, diretor de planejamento da JWT. A agência de publicidade lançou uma pesquisa (acesso exclusivo assinantes UOL/FSP) que revela que os jovens brasileiros (69% deles) estão mais preocupados que os adultos com a crise econômica. Entre os cinco países pesquisados, o Brasil é o único onde esse cenário acontece.

Todavia, 92% dos jovens brasileiros sofreriam para largar a internet. E 80% não falaria menos tempo no celular devido à crise econômica.

Wilco lança aplicativo para iPhone

Assim como o Nine Inch Nails, o grupo de rock Wilco lançou um aplicativo para iPhone e iPod Touch. Através do software, o fã poderá receber informações sobre turnês, escutar músicas, ler notícias etc. O download pode ser feito aqui.

O próximo álbum da banda, também batizado Wilco, será lançado no dia 30 de junho.

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Mapa do engajamento

No final de sua palestra na TED Talks, Seth Godin lançava um desafio à plateia: iniciem um movimento. Esse foi um dos motivos que me levaram a criar, no começo da semana, o mapa das doações, que visa ajudar as pessoas atingidas pelas enchentes no Norte e Nordeste. O mapeamento foi bem divulgado em blogs e no Twitter.

Todavia, essa não é a única iniciativa no Google Maps sobre o assunto. A jornalista Sarita Bastos mantém o Mapa das Chuvas, que mostra todos os locais afetados pelas enchentes. Ela me convidou para contribuir com os dados informados no mapa criado por mim e o resultado é uma fonte de informações ampla sobre o assunto. Bastos, inclusive, escreveu sobre os diversos mapeamentos sobre o tema.

Agregadores de notícia

Estou falando apenas de mapas. No Ceará, por exemplo, foi criado um movimento de blogueiros locais que ajudam a divulgar o assunto. A bela iniciativa solidária mantém um blog que atua como uma espécie de hub sobre o assunto.

Esse é um conceito promissor, centralizar informações num único lugar. Como o agregador de desastres CrisisWire, que recebe atualizações quando um problema ocorre. O trabalho desse site durante as chuvas em Santa Catarina é outro exemplo.

Pode ser um dos caminhos para o futuro jornalista: ser cada vez mais um editor, curador de informações, e não apenas um produtor de conteúdo. No texto “A construção coletiva das notícias”, escrevi sobre o assunto:

Cada vez mais, a construção das notícias pode ser enriquecida com participação colaborativa das pessoas. O jornalista passa a ser o organizador dessas informações, dessa produção coletiva. Que pode estar espalhada em diversas ferramentas da web 2.0: Flickr, Youtube, Twitter etc. Ao mesmo tempo que filtra o que há de mais relevante, contextualiza o assunto e checa a veracidade das informações e depoimentos.

Infelizmente, enquanto se pensa em agregadores de conteúdo “universais”, o centralizador de notícias Google News sofre críticas severas, apesar de levar audiência para inúmeras publicações. Há ainda muito a se evoluir nesse assunto.

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Enchentes no Norte-Nordeste – Saiba onde pode fazer doações (Google Maps)

Para auxiliar os desabrigados das enchentes no Norte e Nordeste, criei um mapa (link curto: tinyurl.com/enchentes) que identifica os locais onde você pode fazer doações.

As chuvas já castigaram 370 municípios no Norte e Nordeste. Mais de um milhão de pessoas foram afetadas nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Acre, Amazonas e Pará.

Em todo o país, diversas entidades (como Correios, Cruz Vermelha, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil), bem como empresas, estão recolhendo doações.

Na dúvida sobre a idoneidade de uma iniciativa, entre em contato com a Defesa Civil de seu estado.

Você pode colaborar com água, alimentos não perecíveis (arroz, feijão, açúcar, óleo, leite em pó, farinha de mandioca e macarrão), medicamentos, roupas, cobertores,  lençóis e fraldas.

Ajude também a identificar outros pontos de coleta no mapa.

Atualização: Esse mapa colaborativo foi lançado no ano passado. Infelizmente, em 2010 o problema voltou a acontecer. Muitas pessoas estão chegando a esse blog procurando informações sobre como ajudar. Por isso, juntei alguns dados sobre o tema.

Nesse ano, a tragédia ocorreu nos estados de Alagoas e Pernambuco. No dia 30 de junho, foram publicados no site da Defesa Civil os últimos dados sobre as enchentes. A seção de notícias da Defesa Civil é uma ótima opção para obter notícias atualizadas sobre o assunto.

Você também pode visitar o blog mantido pelo Governo: http://enchentenordeste.blogspot.com/.

Na página, você vai descobrir, por exemplo, que em Alagoas há necessidade de doações de colchões, cobertores, produtos de higiene pessoal e material de limpeza. Eles também precisam de ajuda no transporte do material.

Voluntários para atuar em Alagoas podem se cadastrar no site www.sosalagoas.al.org.br

Em relação a Pernambuco, o Diário de Pernambuco mantem um site especial com muito conteúdo: notícias, como fazer doações etc.

Outras informações podem ser obtidas através do telefone: 0800 082 8989. Na dúvida sobre a idoneidade de uma iniciativa de ajuda, entre em contato com a Defesa Civil de seu estado (sempre uma opção para receber donativos).

Importante: dados sobre as enchentes de 2010 serão atualizadas nesse post.

Propaganda em mídia social apresentará grande crescimento

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A empresa de pesquisa Forrester divulgou estudo sobre o crescimento da publicidade online nos Estados Unidos. Em destaque, mídia social e móvel. De toda forma, a tendência ascendente será vista nas diversas formas de divulgação (gráfico acima).

Nine Inch Nails lança aplicativo para Iphone

A banda de rock Nine Inch Nails irá lançar um aplicativo para Iphone e Ipod Touch, o NIN Access. Com ele, os fãs poderão receber diversos materiais do grupo, como notícias, músicas (incluindo muitos remix enviados por admiradores da banda), fotos (seção atualizada em tempo real), vídeos etc. Os fãs também poderão colaborar enviando arquivos sobre a banda, como fotos e vídeos, bem como utilizar um fórum. O vocalista, Trent Reznor, e o diretor de arte do NIN, Rob Sheridan, apresentam o aplicativo no vídeo acima.

O programa funciona juntamente com o GPS do aparelho, tornando ainda mais rica a experiência de quem usar o recurso. É possível postar mensagens ou fotos por localização. Se você estiver em um show, pode conversar com outras pessoas que estão no mesmo local.

O aplicativo aguarda aprovação final da Apple para ser lançado.

Acredito que o NIN seja o grupo já estabelecido que mais usa recursos tecnológicos para divulgar seu trabalho. Mais do que reclamar e encarar a internet como inimigo (como muitos artistas ainda fazem), a utiliza em seu benefício.

O uso dos meios digitais não ocorre apenas para oferecer brindes, como faixas bônus e imagens de bastidores. Apenas no ano passado, o grupo lançou dois discos gratuitamente na internet, The Slip e Ghosts I-IV. Para divulgar o álbum Year Zero (2007), o NIN desenvolveu um jogos de realidade alternativa (Alternate Reality Games, ARGs).

Trent Reznor, o líder da banda, também mantém uma conta no Twitter.

Twitter na revista Época

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O mais recente exemplo da demanda total por conexão e de uma nova sintaxe social é o Twitter, o novo serviço de troca de mensagens pela internet. Criado em 2006, decolou no ano passado e já tem 6 milhões de usuários no mundo. O Twitter pode ser entendido como uma mistura de blog e celular. As mensagens são de 140 toques, como os torpedos dos celulares, mas circulam pela internet como os textos de blogs. Em vez de seguir para apenas uma pessoa, como no celular ou no MSN, a mensagem do Twitter vai para todos os “seguidores” – gente que acompanha o emissor. Podem ser 30, 300 ou 409 mil seguidores, como tem Barack Obama. Essa estrutura de troca de mensagens é nova, mas não é o principal.

O Twitter é a matéria de capa da revista Época dessa semana. Em um ano, o serviço cresceu 900%. Um dos responsáveis pelo texto, Ivan Martins, pode ser acompanhado pelo Twitter: twitter.com/ivanHM.

Segundo a matéria, “Vivemos a era da exposição e do compartilhamento. Público e privado começam a se confundir. A ideia de privacidade vai mudar ou desaparecer“.

Para Evan Williams, um dos criadores do produto, o Twitter deve atingir o usuário comum em cinco anos. Já para Jack Dorsey, outro idealizador do serviço, a presença cada vez maior de personalidades deve atrair a massa. “O Twitter nasceu para o celular. Foi por isso que só estreou em 2006, porque havia tecnologia para isso”, afirma Dorsey.

Na semana passada, o caderno Link, do jornal O Estado de São Paulo, também falou sobre a ferramenta de microblog. No título, perguntava: “Por que todos estão falando sobre o Twitter?

Vídeo

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Evan Willians, um dos criadores do Twitter, explica na TED o crescimento e os diversos usos da ferramenta. Willians também foi o responsável pelo Blogger, que depois viria a ser comprado pelo Google.