Donkey, o novo disco do CSS, sairá de graça no Brasil

O próximo álbum do Cansei de Ser Sexy (CSS), Donkey, será disponibilizado para download gratuito no novo portal da gravadora Trama, o ÁlbumVirtual. A informação foi dada por João Marcello Bôscoli, presidente da gravadora.

Todavia, não há previsão do lançado de Donkey por aqui. Na Inglaterra, o álbum será lançado no dia 21 do próximo mês.

O novo serviço da Trama vai estrear amanhã (20/06). Não apenas será possível baixar arquivos mp3, mas também a arte da capa e o encarte do disco. O artista lucraria através de patrocínio.

Via Flávia Durante

Jornal Nacional e a popularização da internet

O Jornal Nacional começou a exibir ontem uma série de reportagens sobre o crescimento do uso do computador e da internet. Tirando alguns sites -como Orkut ou serviços de comunicação, vide webmails e MSN Messenger- grandes audiências da rede por aqui decorrem da utilização de heavy users ou obtiveram destaque atendendo nichos específicos. Ou seja, poucos acessam muito.

Há pessoas que utilizam RSS, lêem muitos blogs, mantêm contas no Flickr e no Twitter, e outras, a maioria, que estão alheias a isso.

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O debate sobre o tema é amplo e requer mais espaço que um post, mas acredito que a verdadeira revolução do meio acontecerá quando o público geral alcançar as diversas possibilidades de utilização da rede. Algo ainda distante num país em que, não raro, você vai num caixa rápido e alguém lhe pede auxílio no serviço de auto-atendimento. Sem falar em problemas crônicos, como educação precária.

Mas já há iniciativas promissoras. O sucesso do iPhone e Nintendo Wii mostram a importância de entregar soluções mais “usáveis”, intuitivas. Do ponto de vista tecnológico, há produtos mais “parrudos” (disco rígido com maior capacidade, processador mais veloz…). Entretanto, tão importante quanto a tecnologia, é no contato social que essas ferramentas ganham vida. 

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Ademais, a informática cada vez mais passa a dialogar com outros segmentos. Esse é um dos desafios atuais: derrubar barreiras entre a tecnologia e outras áreas de conhecimento.

Gilberto Dimenstein (acesso exclusivo para assinantes da Folha de S. Paulo ou do UOL) dá um bom exemplo. Um software livre, desenvolvido por estudantes de pós-graduação da Fundação Vanzolini, ligada à Escola Politécnica, da USP, permite a identificação, em cada bairro de São Paulo, das oportunidades de aprendizado. Dimenstein o caracteriza como “uma espécie de GPS educativo”.

O objetivo é localizar os cursos profissionalizantes de instituições como o Senai, o Senac e o Centro Paula Souza. Também identifica filmes, peças teatrais, palestras, exposições, clínicas de saúde física e mental. O foco são as atividades gratuitas ou com preços populares.

Um mundo sem usabilidade

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Um novo mundo velho
O pulso ainda pulsa

Girl Talk apresenta novo mashup

O produtor Greg Gillis (Girl Talk) atualizou sua página no MySpace com uma música nova. Entretanto, não se sabe se a faixa “misteriosa” faz parte do novo disco dele, Wild Peace IV: Feed the Animals, Raise the Dead.

Espero que não. É uma canção “experimental”; grande parte dela é constituída de ruídos. Depois entra um vocal repetitivo.

O novo CD conta com mais de 300 samples em 55 minutos. Girl Talk é conhecido por seus mashups (mixagem simultânea de várias músicas diferentes).

O novo álbum será disponibilizado no estilo In Rainbows, do Radiohead: os fãs pagam o que acharem justo pelo download.

OpenOffice 3.0 disponível para download

A versão beta do OpenOffice.org 3.0 só será lançada oficialmente em setembro, mas já é possível  baixar para testes.

Trata-se de uma suíte de aplicativos no estilo Office, da Microsoft. Você pode criar textos, planilhas, apresentações etc. Há, todavia, diferenciais importantes em relação ao produto da MS: é gratuito e possui código aberto.

Utilizo uma versão brasileira do produto, o BrOffice, desde o início do ano e não tenho do que reclamar. Até porque, além das funções básicas, é compatível com os arquivos criados no MS Office e conta com outros serviços interessantes, como salvar o documento em PDF, dialogar com o Google Docs etc.

OpenOffice.org 3.0 – Download

Música indie, uma alternativa

No mundo dos negócios, a estratégia de lançamento do mais recente álbum do Radiohead, “In Rainbows”, seria um “case” de sucesso.

A peça se desdobra em vários atos: “Nude”, música que o grupo convidou os fãs para remixar, estreou na 37º colocação da parada de singles da Billboard. Essa é a segunda vez que a banda entra no Top 40. A outra faz tempo: aconteceu com “Creep”, que ocupou a 34º posição em 1993.

Evidentemente, pode-se questionar como se chegou a esse feito. O single foi lançado no dia primeiro de abril, em seis partes, no Itunes (a canção toda, apenas o vocal, guitarra, baixo etc.) E cada uma delas foi vendida separadamente. Isso incrementou as vendas. Os remixes dos fãs também ajudaram a dar mais destaque ao lançamento.

Mas não creio que seja um fato isolado. Na mesma semana, o R.E.M. conseguiu estrear na segunda posição da parada de álbuns com “Accelerate”. Eles não conseguiam isso há mais de 10 anos. No ano passado, o grupo Death Cab for Cutie conseguiu chegar ao topo da parada de discos, o mesmo ocorreu com o veterano Bob Dylan.

Acredito que tenha a ver com a mudança do perfil de quem compra CDs. Saíram os consumidores dos fenômenos pop. Esses “alimentam” seus mp3 players, de forma legal ou não. E não lhes interessa mais adquirir álbuns completos; o que atrai a atenção deles são os grandes sucessos.

O mercado da música em seu formato físico foi dominado por fãs mais cultivados. Cresceram consumindo dessa forma e apenas seguem com seu hábito. Também fazem parte dessa leva os fãs mais ávidos de música, que gostam e apóiam seus artistas preferidos. Sim, aqueles que sabem diferenciar a sonoridade de um CD de um vinil.

Ou seja, esqueçam esse alumbramento diante das vendas. Os seus artistas “indie” preferidos não estão obtendo mais êxito nas paradas de sucesso. Na verdade, os outrora “best sellers” é que estão vendendo menos.

Se as gravadoras prestarem atenção nisso, podem identificar uma saída econômica. Ao invés de lançar outra coletânea de sucessos, disco ao vivo ou acústico de um artista consagrado, invistam em outras opções. É melhor do que continuar reaproveitando o catálogo (se pelo menos fossem os discos originais…). O CD não deve mirar mais o público massificado. Agora, é mercado de nicho.