Voyeurismo moderno

We have begun to pollute and desecrate and cheapen all of our experiences. We are creating neat little life-boxes for everything, all tied up with a geo-tag, a photo, a check-in; our daily existence transformed into database entries in some NoSQL database on some spinning disk in some rack in suburban Virginia.

The end-game is this. Slowly, gradually, without realizing: we stop participating in our own lives. We become spectators, checking off life achievements for reasons we do not know. At some point, everything we do is done soley to broadcast these things to casual friends, stalkers, and sycophants.

— Ted Nyman, The Horrible Future of Social

Twitter: Homens São de Marte; Mulheres São de Vênus

Mulheres conversam mais que homens. Seus tópicos principais são família e moda. Já os homens preferem tecnologia e esporte. Esses são alguns dados de um novo estudo sobre o Twitter.

Há outras revelações interessantes. 25% dos usuários nunca atualizou sua conta. E, embora o número médio de seguidores seja 208, 81% dos perfis têm menos de 50 seguidores.

Instagram, Twitter [e outros aplicativos móveis]

“Fotos batem palavras”. O All Things Digital inicia assim o texto sobre crescimento da popularidade do Instagram, tema que ganhou bastante ressonância na semana passada. Não se trata apenas de números a respeito de cadastros de perfis, mas de engajamento e retenção. Em agosto, o Instagram teve uma média diária de 7,3 milhões de usuários ativos nos EUA. Já o Twitter, 6,9 ​​milhões.

As pessoas também ficam mais tempo no Instagram. Em agosto, os norte-americanos passaram, em média, 257 minutos no aplicativo de imagens. O Twitter perde novamente nos dispositivos móveis: no mesmo período, o serviço alcançou 170 minutos de uso.
***

Não se deve, contudo, fazer uma leitura polarizada do consumo mobile. Para além da disputa desses dois serviços, os celulares ganham diversos  fins. O ideal é observar dados mais abrangantes, que incluam, por exemplo, outras redes sociais, entretenimento, jogos.. Em suma, monitorar o uso como um todo, e não fragmentos (divulgados sempre com muito alarde). Daqui a pouco, surge outra pesquisa na qual a indústria da informação apregoa a supremacia das notícias em dispositivos móveis, seguida de outra no qual um serviço multimídia gaba-se do consumo de vídeo ou música…

Quanto mais gente passa a usar celulares, a base de consumidores fica mais diversa, indo além dos early adopters. Ou seja, dados atuais  e plurais são importantes não apenas para registrar instantâneos, mas para acompanhar tendências ao longo do tempo.

***

Retomando o mote do início do texto. No geral, o Twitter é mais popular que o Instagram. Entretanto, se no exterior o Twitter se sobressai, no Brasil ele perde força. Algo que já havia vislumbrado há um bom tempo.

Não deixa de ser curioso, todavia, o recurso ter sido ultrapassado em celulares. Lembro-me, no início do apogeu do Twitter, de várias entrevistas dos criadores do serviço de mensagens curtas apontando que a ideia só passou a fazer sentido com o advento e popularização dos celulares inteligentes.

Liberdade de expressão num mundo conectado

Through the internet, content spreads across boundaries and cultural contexts. It’s sooo easy to take things out of context or not understand the context in which they are produced or disseminated. Or why they are tolerated. Contexts collapse and people get upset because their local norms and rules don’t seem to apply when things slip over the borders and can’t be controlled. Thus, we see a serious battle brewing over who controls the internet. What norms? What laws? What cultural contexts? Settling this is really bloody hard because many of the issues at stake are so deeply conflicting as to appear to be irresolvable.

I genuinely don’t know what’s going to happen to freedom of speech as we enter into a networked world, but I suspect it’s going to spark many more ugly confrontations. Rather, it’s not the freedom of speech itself that will, but the visibility of the resultant expressions, good, bad, and ugly. For this reason, I think that we need to start having a serious conversation about what freedom of speech means in a networked world where jurisdictions blur, norms collide, and contexts collapse. This isn’t going to be worked out by enacting global laws nor is it going to be easily solved through technology. This is, above all else, a social issue that has scaled to new levels, creating serious socio-cultural governance questions. How do we understand the boundaries and freedoms of expression in a networked world?

A pesquisadora Danah Boyd explora os desafios do livre discurso (que anda cada vez mais monitorado e ameaçado) no ciberespaço.

Mídias digitais, um mundo sem memória

Uma das características da era da mídia moderna – pelo menos para quem usa demasiadamente as mídias digitais – é que estamos cercados por vastas nuvens de informação em rápida transformação, seja via blog, links no Twitter ou atualizações no Facebook. Isso é ótimo se você gosta de conteúdo em tempo real, mas há uma falha não-tão-secreta: você pode não encontrar a mesma fonte duas vezes. Em outras palavras, grande parte da informação pode (e provavelmente vai) desaparecer em decorrência do intenso fluxo de atualizações. Com isso, pequenos pedaços da história se perdem.

Ótimo texto do blog Gigaom. O site aproveita a deixa de um estudo recente para explorar o assunto, algo que pode estar se transformando num problema substancial.

Twitter + jornalismo

Não poste apenas material próprio, compartilhe também o que está lendo. Comente eventos em tempo real. Use hashtags. Cite mensagens de outras pessoas, não apenas links recomendados por elas.

Essas são algumas sugestões do Twitter para os jornalistas melhorarem sua presença no serviço de mensagens curtas. O objetivo é aumentar o engajamento, mas algumas dessas práticas, garante o Twitter, ajudam até na conquista de novos seguidores.

Viciado em internet?

E o que se tanto faz online? Os brasileiros sempre aparecem entre os campeões de uso das redes sociais.

Nem gosto tanto da analogia do vício pois coloca uma carga negativa em algo que, se bem usado, pode gerar ótimos frutos. Ademais, é uma visão limitada: mesmo uma pessoa que frequenta pouco a internet pode fazer isso com postura errada, castigando sua coluna. Ou seja, é importante ter uma visão ampla do assunto.

De toda forma, o uso excessivo resulta em costumes nocivos. Alguns deles, inclusive, se encontram: a evasão da privacidade instiga o olhar alheio. Dia desses a Folha abordou o cyberstalking.

Imagem via Tumblr.