Blogosfera policial brasileira

Mauricio Stycer escreve, no Último Segundo, sobre o fenômeno da blogosfera policial nacional, conhecida também por blogpol. Atualmente, há 74 blogs mantigos por policias (militares ou civis) que versam sobre problemas internos da profissão (como política salarial) e temas de segurança pública. Também produzem podcasts, mantém contas no Twitter etc.

Segundo a jornalista Anabela Paiva, uma das coordenadoras de uma pesquisa sobre o assunto, “a blogosfera policial traz possibilidades transformadoras para a área, por oferecer canais inéditos de diálogo entre forças de segurança e destas forças com outros segmentos da sociedade.”

Para quem quer acompanhar o assunto, há um agregador de blogs, o  Blogosfera Policial, que reúne conteúdo de diversos blogs. A iniciativa foi de um blogueiro policial.

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Os Trolls estão destruindo as redes sociais?

Trent Reznor, vocalista do Nine Inch Nails, decidiu excluir perfis que mantinha em diversas redes sociais, como o Twitter. Segundo ele, há problemas de falta de privacidade. Ademais, ele acredita que, nos sites de relacionamento, “os idiotas mandam”.

Não é o único a optar por esse caminho. Por motivos distintos, a escritora Stephenie Meyer abandonou sua página no MySpace. Ela não conseguia mais dialogar com tantas pessoas.

O blog Readwriteweb trouxe um texto sobre o assunto. Pergunta: os trolls - alguém que busca provocar outras pessoas, numa espécie de Cyberbullyingestão destruindo as redes sociais?

Uma das soluções seria coibir o anonimato na rede. Pessoas que não se identificam estariam mais propensas a escrever comentários polêmicos.

No ano passado, o blog Infosfera publicou dez sugestões de como lidar com trolls. Discordo do último ponto.

§ 1 – Não alimente o Troll! O comportamento de um Troll é cíclico. Se você resolver responder de volta, poderá encorajar as respostas desaforadas e provocadoras do sujeito. O alimento do Troll são as suas reações. Com pouco combustível, a apurrinhação acaba.

§ 2 – Não demonstre sua fragilidade. Se responder, tome cuidado para não se mostrar atingido pelos ataques. Isso também alimentaria o Troll.

§ 3 – Modere os comentários. Trolls existem, mas podem ser silenciados. Então, você tem a opção de não publicar os comentários dessa espécie.

§ 4 – Monitore a atividade do Troll. Preste atenção aos comentários, nome de usuário e e-mail do seu Troll. Eles podem ser necessários caso a coisa fique feia.

§ 5 – Penalize Trolls agressivos. Como último recurso, fora da diplomacia, você pode bloquear os Trolls mais insistentes e incomodativos.

§ 6 –  Anti-regra: dê uma sova no Troll. Trolls muitas vezes deixam na reta, como se diz, ou seja, fazem comentários refutáveis. Se você tiver condições de dar a volta por cima e quiser fazê-lo, pode ser uma boa. Mas você pode queimar um importante leitor.

§ 7 – Trolls também lhe conhecem. Muitas vezes a mensagem do Troll começa por “Vamos ver se você publica essa”. É, o Troll está lhe desafiando! Vale a pena publicar? Depende. Ele tem alguma razão no que diz? Se sim, e se você estiver errado, dê o mouse a torcer e publique.

§ 8 – Não se converta em um Troll. Caso você publique o comentário de um Troll, lembre-se, ele é o monstrengo, e não você. Não queime seu filme com o seu público. Trate dos assuntos com cordialidade, ou ao menos sem insultos.

§ 9 – Tente domesticar seu Troll. Não antagonize seus internautas. Será que dá pra entrar em contato por e-mail com o seu “amiguinho”? Quem sabe num outro ambiente ele se converta numa criatura mais dócil.

§ 10 – Lembre-se: Trolls também são audiência. Antes de decidir punir seus Trolls, lembre-se, eles também são audiência. Se você está gerando discussão, e as pessoas estão comentando (pelo bem ou pelo mal), é sinal de que estão lendo seu site/blog/fórum. Você não quer perder audiência, quer?

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Mapa revela as redes sociais online mais populares em cada país

A cor verde representa os países em que o Facebook domina. Todavia, há espaço para outros sites de relacionamento liderarem em diversos países:  Rússia (V Kontakte), China (QQ), Brasil e Índia (Orkut), América Central, Peru, Mongólia e Tailândia (hi5), Coréia do Sul (Cyworld), Japão (Mixi) e Filipinas (Friendster).

Criação de Vincenzo Cosenza, que usou dados do Alexa e Google Trend. Lembra o jogo de estratégia War.

Via

Maioria dos blogs são abandonados logo após início

Reportagem do New York Times revela algo bastante comum:  a maioria dos blogs têm início com boa atualização e depois são esquecidos. O artigo cita uma estatística do Technorati, que revela que apenas cerca de sete milhões dos 133 milhões de blogs indexados pelo sistema são atualizados regularmente. Ademais, apenas cerca de 100.000 blogs geram considerável número de visitas.

Acho que as duas coisas se completam. Muitos deixam de atualizar, após algum tempo, quando percebem que não tem audiência significativa. Ademais, falta a muitos desses projetos um foco, um tema central com o qual os leitores podem se identificar. Enfim, uma linha editorial.

Muitas vezes, se escreve apenas sobre vida pessoal (algo que ocorre também no Twitter). Se a pessoa não for uma boa cronista, vai atrair apenas seus conhecidos.

Entram ainda: falta de hábito de escrever, conteúdo não atraente, desconhecer técnicas de SEO etc.

De toda forma, seria bom outras pesquisas do tipo em relação a outros serviços da web 2.0. O Twitter, por exemplo, não segura grande parte dos novos usuários do serviço.  60% dos internautas desistem do site após um mês. Como comparação, MySpace e Facebook retém 70% dos novos usuários.

Por vezes, sites de relacionamento funcionam como boates: atraem atenção inicial mas depois são abandonadas por outro local quente do momento.

Imagem via ImageShack

Moradores de ruas online

 

O Blog Photo Journal, do The Wall Street Journal, publicou um curioso ensaio fotográfico: moradores de rua que usam laptops. As fotos são de Brian L. Frank.

Um deles, Mr. Pitts, tem perfis no Facebook, no MySpace e no Twitter. Para faciliar sua vida, criou um mapa dos locais com Wi-Fi gratuito, bem como energia, para seu notebook. É muito mais do que muitas pessoas que conheço.

Em alguns casos, a inclusão digital depende de escolhas pessoais. Da mesma forma que há pessoas com educação elevada que pouco leem. Usar a internet apenas para MSN e Orkut é, no mínimo, uma subutilização do meio.

Mas há muito a se conquistar. Atualmente, a população mundial online tem pouco mais de 1 bilhão de pessoas. Democratizar o uso da internet é apenas uma das mazelas sociais do planeta.

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O YouTube do futuro

“Somos o número 1, mas ainda temos espaço para crescer. Pensamos em quatro Rs para isso: reach (alcance), revenue (receita), research (pesquisa) e rights management (gerenciamento de direitos autorais)”

Ricardo Reyes, diretor de comunicação do Youtube, fala sobre o futuro do serviço no blog Zumo. Em relação ao Hulu,  Reyes acredique o serviço concorrente os torna uma empresa melhor. “Um site de vídeos apenas não é bom. O Hulu nega que a teoria de que a experiência de vídeo online é curta, com as pessoas perdendo interesse rápido. Veja só, o conteúdo é bem produzido, eles têm anúncios, mostra uma evolução e progresso do vídeo online, com apoio das grandes emissoras”, avalia.

Pesquisa sobre Twitter no Brasil

A Bullet divulgou os resultados da pesquisa que fez sobre os usuários brasileiros do Twitter. Realizada entre 27 a 29 Abril, mapeia os hábitos de quem utiliza o serviço de mensagens curtas no país. Veja os resultados numa apresentação disponível no SlideShare.

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Google Wave, colaboração online e agregador de mídias sociais

 

O Google apresentou ontem mais uma de suas invenções, o Google Wave. Com ele, é possível realizar atividades de forma colaborativa (conversar, trocar arquivos como fotos, documentos etc.) com outras pessoas e agregar conteúdo da mídia social (Facebook e Twitter, por exemplo).

O serviço, que tem cara de programa de conversa online (tipo MSN),  funciona com extensões que o usuário pode instalar de forma simples.

Agregar conteúdo é um dos temas mais recorrentes desse blog. Nos mesmos moldes, o Yahoo possui um software para iPhone/iPod Touch muito bom (Yahoo Mobile). Nele, você pode conferir vários e-mails (Gmail, Hotmail etc.), bem como acessar as atualizações dos seus contatos em diversos serviços da web 2.0. Mostra o que há de mais novo, independente do site de origem. Ou seja, é um grande mashup de redes sociais.  O novo reposiciomanto do Yahoo é justamente esse, colaborar com sites de relacionamento.

O MSN Messenger também investe na área, tornando-se mais uma rede social.

É esperar as novidades do Google, que geralmente oferece serviços descomplicados e eficientes.

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Vida digital: organizando sua presença online

Acompanhar sites via RSS, usar eficientemente tags (etiquetas)… Há muitas ferramentas para lhe auxiliar a ter uma vida online mais produtiva e participativa. Lembre-se que a grande rede não serve apenas para acessar sites como o Google, Youtube, Orkut, webmail e conversar no MSN.

Uma sugestão é utilizar serviços colaborativos (web 2.0). Para mim, é sempre importante optar pelos serviços que foram mais eficientes em criar o sentido de comunidade num determinado segmento. O que não necessariamente quer dizer que oferecem os melhores recursos.

De toda forma, quanto mais popular o site for, mais serviços coligados a ele serão criados (caso do Twitter). Outra coisa: sites menos populares tem mais chance de serem desativados.

Veja, abaixo, alguns serviços e sites “2.0″ que destaco:

Fotolog – É um dos sites colaborativos mais visitados no país. Peca pelos poucos serviços que oferece e pelas limitações do serviço grátis;

del.icio.us – Boa ferramenta para conhecer dicas de sites (sempre que vejo um bom endereço ou matéria, adiciono aos favoritos do serviço);

Twitter - Site de microblog, versão reduzida dos blogs convencionais. É necessário ser objetivo: o Twitter só permite 140 caracteres por texto e não é possível colocar imagens;

Last.fm – Rede social interessante para aferir o que mais aprecia escutar. A partir daí, o site lhe recomenda outros artistas similares, além de criar estações de rádio personalizadas;

Flickr – Melhor site para hospedar fotos on-line. O único senão é permitir apenas 200 imagens visíveis. Para exibir mais, é necessário pagar. Outra opção é o Picasa Web;

Lifestream - Espaço para concentrar todo o fluxo de conteúdo produzido por uma pessoa em um único lugar. Para mim, o Tumblr é uma das melhores ferramentas para se fazer isso. Isso porque junta toda a informação como se fosse um blog, e não apenas uma lista de links.

Outra opção muito boa é o Friendfeed. Nele, você pode juntar muito mais informações que o Tumblr. No Friendfeed, você inclusive pode puxar informações do Tumblr. Além de ser bem mais simples, você pode acompanhar a atividade de amigos. Melhor: se quiser, pode deixar como privado o seu perfil. Se quiserem lhe acompanhar, precisam pedir sua autorização. As informações são enviadas via e-mail.

Vídeos – Para exibir suas criações, o Vimeo é a melhor alternativa. Para achar conteúdo e dialogar com uma audiência maior, o mais indicado é o Youtube;

Timeline - Monte uma linha de tempo pessoal baseada nas suas atividades on-line. Essa é proposta do site Dipity.

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