25 motivos porque eu odeio o Facebook

Não é tão divertido. Vale mais como “proposta educativa”. Na verdade, o problema não se restringe ao Facebook, apesar desse site se esforçar (leia, abaixo, sobre a reforma do serviço).

O excesso de contato é recorrente em várias redes sociais. Muitas pessoas acabam enviando mensagem sem critério, convidado para comunidades desinteressantes, divulgando eventos e aplicativos que muitas vezes só fazem sentido para ela, e não para quem recebe. Estaríamos virando spammers pessoais?

Ademais, há também exposição pública excessiva. Certa vez, Tutty Vasques escreveu que “há muita reclamação de invasão de privacidade, mas há muita evasão de privacidade.” Falava de celebridades, mas a frase se encaixa ao mundo virtual.

A coluna de segunda-feira do coletivo 02 neurônio brincou sobre o assunto. Trecho abaixo:

AS REUNIÕES de pauta são um dos momentos mais importantes do jornalismo. É quando editores e repórteres se juntam para decidir o que vai sair em um jornal, revista ou site. Nessa hora, repórteres aparecem com pautas que, muitas vezes, são gongadas pelos editores, de maneira nem sempre gentil. O repórter, no início, fica meio humilhado, mas aprende. Nem tudo interessa. E por que estamos falando tudo isso? Porque hoje existe um verdadeiro jornalismo de si mesmo. As pessoas (a gente, inclusive) escrevem no Facebook e no Twitter o que estão fazendo naquele exato momento e usam o MSN para propagar autonotícias. Meio maluco. O pior: as pessoas, definitivamente, não sabem o que é notícia!

Reforma
O Facebook estréia novos serviços no dia 13 desse mês. Num recurso similar ao Twitter, trará um serviço chamado “O que está passando pela sua cabeça?”. Os usuários poderão preencher com comentários e links ou até mesmo fazer o upload de fotos e vídeos.

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Por que utilizamos redes sociais?

 

 

“As pessoas gostam de compartilhar. Isso dá status social, uma forma de se conectar às outras pessoas. E não é a tecnologia que trouxe isso. Somos biologicamente programados para sermos sociais. Só que as possibilidades aumentaram. Se antes ter status social significava colocar uma roupa legal, hoje, é estar em blogs, redes sociais ou sites de vídeo.”

Danah Boyd (foto acima), uma das principais cabeças no estudo da explosão de “mídias sociais” no mundo inteiro, explica porque as pessoas utilizam sites de relacionamento. Para ela, redes sociais – como Orkut, YouTube, blog, Twitter – servem não apenas para contatar amigos, como também para conhecer pessoas, compartilhar informação e suprir a necessidade de contato em uma sociedade violenta e obcecada pelo trabalho.

Boyd tem explicações curiosas para o sucesso do Orkut no Brasil. Para ela, a amizade entre moradores do Rio e de São Paulo foi fundamental, bem como a competição inicial para ser a língua preponderante do serviço. “[logo após o lançamento do Orkut] Os brasileiros ficaram em segundo, atrás dos EUA. Surgiu uma campanha para desbancar os norte-americanos. Não deu outra. Os americanos fugiram, pois estava se falando muito português e eles não compreendiam”, explica.

Foto via flickr de duncandavidson

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Facebook: mais de 40 milhões de novos cadastros em 90 dias

Mark Zuckerberg, criador do Facebook

Em outubro do ano passado, o Facebook contava com 110 milhões de usuários ativos. Três meses depois, o site de relacionamento atingiu a marca de 150 milhões de usuários. Além disso, quase metade deles está usando o Facebook todos os dias. Mantendo esse ritmo de crescimento, o site deve alcançar 200 milhões de cadastrados ainda no primeiro semestre.

Nos EUA, país que representa 30% dos usuários do site, a rede social ganhou 10 milhões de novos usuários.

Mas os números expressivos não se restringem apenas ao país de origem. Em mercados internacionais, a taxa de crescimento da rede social é de pelo menos 25% (em 60 países). Na Itália, Indonésia, Tunísia, República Checa, Eslováquia e Roménia o Facebook cresceu mais de 100%.

No Brasil, o site ainda tem pequena presença. Apesar de ter crescido 44% em três meses (indo de 176 mil para 254 mil cadastros),  o país ocupa a 46 posição no número de  usuários no site. No Brasil, reina absoluto o Orkut, que no dia 24 de janeiro completou 5 anos.

Outras estatísticas do Facebook:

– Média de 100 amigos por usuário;

– Mais de 3 mil milhões de minutos são gastos no Facebook a cada dia (mundial);

– Mais de 13 milhões de usuários atualizam seus perfis, pelo menos uma vez por dia;

– Mais de 800 milhões de fotos enviadas para o site todo mês;

– Mais de 5 milhões de vídeos carregados por mês;

– Mais de 20 milhões de dicas de conteúdo (links, notícias etc.) compartilhados por mês;

– Mais de 2 milhões de eventos criados por mês;

– Mais de 20 milhões de grupos ativos no site.

Foto via flickr de castortroy520

Diretora geral de TV e internet da BBC é a entrevista de hoje do Roda Viva

O programa de entrevistas da TV Cultura recebe hoje, às 22h10, Jana Bennett, diretora geral de TV e internet da BBC (conglomerado público de comunicação que possui serviços em 33 idiomas, incluindo o português).

Em relação à atuação da BBC na internet, Bennett explica como o grupo está trabalhando para conquistar a atenção das novas gerações através de novas mídias. Veja alguns trechos abaixo.

Quase 60% dos jornais utilizam características da mídia social em seus sites

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Segundo estudo do Grupo Bivings, 58% dos jornais norte-americanos que estão online ofereceram algum tipo de conteúdo produzido pela mídia social nesse ano (de acordo com os critérios do que o instituto considera web 2.0). Isso é mais do que o dobro -24%- do percentual do ano passado. Outros dados relevantes da pesquisa:

-O número de jornais que abriram espaço para que as pessoas também possam comentar notícias mais que duplicou em relação ao ano passado, indo de 33% para 75%.

-O número de sites que necessitam de registo para visualizar a maioria dos conteúdos (gratuitos ou pagos) caiu em relação a 2007. Agora, só 11% dos sites necessitam de cadastro para ler textos completos, em comparação com 29% de 2007 e 23% de 2006.

– Jornais ainda usam pouco outros aspectos comuns das redes sociais. Por exemplo, apenas 10% dos jornais possuíam perfis de usuário e capacidade de adicionar “amigos”.

Esse último ponto não parece ser um equívoco, mas sim uma adaptação aos novos tempos. Depois da tentativa malograda do jornal USA Today de criar uma rede social própria, as publicações estão optando por oferecer seus serviços em produtos já estabelecidos, sejam aplicativos para sites de relacionamento ou gadgets populares. O próprio USA Today está lançando um aplicativo para o iPhone.

Foto via flickr de DigiPub.

Jornal cria instituto de jornalismo cidadão

Foi criado, nos EUA, um instituto focado em jornalismo cidadão. Com ele, o jornal Oakland Press busca auxiliar seu leitores a “contar melhor suas histórias, de forma mais rápida e completa”, segundo o editor executivo Glenn Gilbert.

O instituto oferece instruções para redação de textos jornalísticos, videojornalismo e fotografia. As informações estão disponíveis para todas as pessoas, desde estudantes do ensino médio até aposentados. Uma vez concluído o curso, os participantes estão aptos a trabalhar como freelancers.

Diante da atual “era digital”, escreve Gilbert, fotos e vídeos podem vir de qualquer um com celular. O Oakland Press está tentando utilizar essa contribuição em seu site (www.theoaklandpress.com), acrescentando o trabalho dos não-profissionais na cobertura esportiva e no noticiário local.

De acordo com o professor de jornalismo da faculdade de Nova York, Jay Rosen, o jornalismo cidadão ocorre “quando as pessoas, antigamente conhecidas como platéia, empregam ferramentas da imprensa para informar outros cidadãos.”

É uma maneira pela qual o leitor pode participar ativamente do processo jornalístico, muitas vezes em relatos em primeira mão.

A participação do chamado jornalismo cidadão cresce no mundo. Vão desde pequenas adições ao noticiário local até participação em larga escala em casos como os ataques terroristas na Índia. Para a cobertura desse assunto, os meios de comunicação utilizaram bastante ferramentas da chamada mídia social (Youtube, Twitter, redes sociais etc. )

Os cursos do Oakland Press começarão no final desse ano e terão continuidade dependendo da procura.

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A construção coletiva das notícias

Para atrair audiência, conteúdo nem sempre é o mais importante, avalia diretor da Current TV

“Conteúdo nem sempre é quem manda”, disse um dos diretores da Current TV, Richard Cole, numa conferência que abordou a idéia de “desenvolver comunidades em torno de conteúdos”.

“A informação irá atrair as pessoas ao seu site, mas as conexões que eles fazem nessa página é o que será decisivo para que retornem regularmente”, declarou.

A Current TV foi fundada em 2004 por Al Gore e exibe conteúdo colaborativo. Alguns vídeos são exibidos no site e outros no canal de TV. Para incentivar a participação dos usuários, usa reconhecimento e retribuição em formatos simples.

Segundo Cole, destacar quem cria conteúdo para o serviço em rankings e, com isso, gerar mais audiência para o site ou perfil em redes sociais dessas pessoas, é mais interessante que premiar com camisas, por exemplo.

Mesmo aqueles que não produzem conteúdo mas que são visitantes regulares, também são vistos como usuários entusiastas. Atualmente, a participação do site estaria dividida de acordo com a teoria 90-9-1: Audiência (90%), contribuintes esporádicos (9%) e criadores de conteúdo (1%). No Brasil, a experiência da Current TV serviu de inspiração para a criação da Fiz TV.

Outro caminho
O Youtube, o maior site de hospedagem de vídeos, adotou uma política mais agressiva para beneficiar os usuários que trazem mais audiência ao site. Usando a premissa dos links patrocinados, o site convida seus membros a virarem “parceiros” do Youtube e acrescenta anúncios a seus vídeos. Há casos de pessoas que passaram a ganhar tanto dinheiro que abandonaram seu emprego regular. A criação de vídeos para o site se tornou sua atividade principal.

Foto via flickr de beltipo

A construção coletiva das notícias

O blog idéia 2.0 trouxe um ranking interessante sobre os momentos mais importantes das notícias colaborativas em 2008. Compilada pela NowPublic, página que escreve notícias de forma participativa, a seleção destaca o microblog Twitter como uma ferramenta de auxílio aos jornalistas na apuração de uma matéria. Segundo o NowPublic, no Twitter é possível encontrar depoimentos e dados mais recentes sobre os acontecimentos.

Os ataques na Índia ficaram no topo do ranking dos “Momentos mais importantes em notícias colaborativas”. Em seguida, aparecem o compartilhamento de dados emergenciais sobre desastres naturais (como o terremoto na província de Sichuan, na China, e a tragédia causada por um ciclone em Mianmar). A lista completa você confere no site da NowPublic.

Cada vez mais, a construção das notícias pode ser enriquecida com participação. O jornalista passa a ser o organizador dessa produção coletiva. Que pode estar espalhada em diversas ferramentas da web 2.0: Flickr, Youtube, Twitter etc. Ao mesmo tempo que filtra o que há de mais relevante, contextualiza o assunto e checa a veracidade das informações e depoimentos.

Atualmente, uma história pode ganhar ramificações, atualizações constantes, enfoques inusitados de fontes que estão vivenciando grandes acontecimentos, algo que enriquece o trabalho jornalístico e transforma a matéria em algo não linear.

[Vídeo] Damon Weaver, o jornalista mais jovem do Youtube
O garoto, que apresenta um videojornal em sua escola, chegou a entrevistar o vice de Barack Obama, John Biden.

Foto via Flickr de ApplefanBE

Quante vale um post pago?

Receber para escrever posts pagos ainda é um assunto bastante polêmico. O debate é polarizado, e ambos os lados defendem suas opiniões com afinco. Recentemente, a revista Exame publicou um texto sobre o assunto. O título já mostra como o tema é visto: Quanto vale a opinião deles.

Internacionalmente, a polêmica mais recente aconteceu com Chis Brogan, que recebeu para escrever sobre a cadeia de lojas Kmart. Entre os motivos que lista para justificar sua postura,  Brogan prega o diálogo claro com seus leitores sobre publicidade em seu blog. Além de deixar claro tratar-se de um post pago, o patrocínio que recebe deve ser relevante para seu público-alvo. Ele defende também que quem paga para anunciar não comprou suas palavras, mas sim está alugando sua atenção.

Também não acho que, ao escrever um texto pago e deixando claro aos leitores, um blogueiro perde instantaneamente sua credibilidade.

“Marketing e publicidade são parte da mídia social. […] Isso não significa que tudo na web é orientado para a publicidade. Na verdade, essa é a beleza da coisa. Este é o primeiro meio na história moderna que não foi construído visando o comércio, mas sim a comunicação. E as pessoas podem sobreviver muito bem sem lidar com o ato de ganhar dinheiro”, avalia.

As empresas de comunicação geralmente diferenciam conteúdo editorial e publicidade. Não são as únicas restrições. Para preservar a reputação de seus colaboradores, o Weblogs, inc, que publica inúmeros blogs, é contrário à idéia dos blogueiros ficarem com presentes.

Foto via flickr de tarop